domingo, 22 de dezembro de 2013

A vida moderna é marcada por um paradigma visual

Nunca perco a oportunidade de ter sexo ou de aparecer na televisão” Gore Vidal Crítico 

Á vida moderna decorre no ecrã” Nicholas Mirzoeff

Estamos sempre a olhar para ecrãs, independentemente do que esteja a passar neles. Muitas vezes temos a televisão ligada só para nos fazer companhia, nem estamos a ver, estamos muito provavelmente com a atenção noutro ecrã, computador, ou telemóvel. 
Dependemos dos ecrãs, estamos habituados a mudar de canal sempre, começamos a ver tudo e nunca acabamos de ver nada. Agora os computadores têm a função de televisão, assim como os telemóveis. Temos ecrãs que fazem funções de outros ecrãs. Usamos os ecrãs para saber as notícias, para procurar informação do mundo para comunicarmos com outras pessoas, confiamos os novos deveres nestes ecrãs.

A tecnologia visual sempre teve presente na cultura ocidental. A imagem é muito poderosa.
O conceito de cultura visual é uma interacção, o modo como passamos a procurar nas tecnologias a informação conhecimento e prazer, procuramos em primeiro lugar neles. 

Nunca como hoje a imagem foi tão barata, fácil e vulgar. A vulgarização da imagem: a ampla divulgação, a omnipresença da imagem, é uma característica positiva. 

A democratização da imagem é uma das maiores contribuições da cultura ocidental para a sociedade. Quando pensamos na democratização da imagem pensamos no acesso que temos as imagens. A imagem não foi sempre de livre acesso. Hoje as imagens não serem de livre acesso é uma ideia absurda. O que permite o livre acesso à imagem é ela circular livremente pela sociedade. A invenção da gravura e da fotografia conduziram a democratização da imagem, independentemente do seu valor estético e financeiro. A gravura tornou barata a imagem, produzindo em grande quantidade imagens.