Hoje em dia,
vive-se constantemente a pressão social para se possuir todos os objectos topo
de gama. Um deles é o famoso IPad, uma tablet fabricado pela marca Apple.
O tablet é
um objecto relativamente novo e que fez com que muitas pessoas o desejassem. A
febre deste objecto veio com o lançamento pela a Apple, o que fez com que
muitos fãs desta marca o quisessem comprar, em muitos casos esta foi a única
razão pelo desejo de querer possuir esta novidade.
A febre das
novas tecnologias fez com que as pessoas acreditassem que o necessitavam,
muitas vezes sem saber o que o tablet fazia.
Na verdade
este objecto tem as mesmas funcionalidades de um computador e do que um
smartphone, mas por ser novidade e principalmente por ser concebido pela Apple
gerou um grande frenesim, fazendo com que as pessoas gastassem assim verdadeiras
quantias de dinheiro.
Juntando
assim, este objecto novidade aos restantes equipamentos electrónicos que já
possuíam e que operavam exactamente da mesma maneira. Com isto, o tablet,
nomeadamente o IPad é mais um objecto que não nos faz falta absolutamente
nenhuma.
Na
realidade, os objectos mais cobiçados trazem em si a popularidade que ocultam o
que verdadeiramente a mercadoria é, ou seja escondem que é um objecto igual aos
restantes já existentes e que provavelmente quem compra um IPad também já os
possui, saliento ainda que se gasta bastante dinheiro só para ter mais uma
posse inútil.
Concluo comparando á teoria de Marx sovbre o fetichismo da mercadoria. O fetichismo é uma relação social
entre pessoas e coisas, e os objectos de desejo escondem que aquela mercadoria é
apenas um produto das relações sociais que lhe vêm agarradas. O conceito
de fetichismo da mercadoria, para Marx, define o processo social e psicológico
pelo qual um objecto/mercadoria ganha diferentes valores e simbolismos quando é
processado e trabalhado pelo Homem. Simbolismos esses alterados de acordo com a
intervenção da mercadoria na vida e no mundo com a sua intervenção social.