domingo, 1 de dezembro de 2013

Apatia social

Começo por dizer que apesar da dita consciência social "estabelecida", ainda são visíveis os sintomas de um sistema que não é , ainda que o possa tentar ser, socialmente consciente, isto é, um sistema que se rege principalmente pela segurança e bem-estar de uma comunidade e não pela perpetuação de certos grupos ou elites, nomeadamente as económicas e financeiras.
Estas, que regem voluntária ou involuntariamente a situação das massas, aproximam-se de um sistema de corporativismo quase feudal que é, por definição sustentado na ideia de uma sociedade estratificada.
O que que não se diz muito ( ou pelo menos não se ouve ), é a "bagagem" que esta ideia traz.
Começando na desigualdade social e económica, inerente a uma sociedade estratificada, passando por coisas como o declínio das instituições de ensino, dos sistemas de saúde ( hoje estar doente anda de mãos dadas com um peso financeiro ), a falta de regulamentação no mercado da energia e muitas outras consequências do paradigma social de hoje em dia, revelam uma apatia social por parte dos grandes grupos económicos e políticos ( já falámos aqui de mãos dadas ) e depois de décadas destes sistemas estar em estabelecidos nota-se também uma certa indiferença por parte da população em geral no que toca a participar no sistema democrático, com números cada vez maiores nas percentagens de abstenção quando a hora é de eleger o próximo, amigo do outro.