segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Do desejo e da busca da forma visual:

O desejo cultural, aquele que se distingue da forma instintiva do cheiro ou de qualquer outro sensor vai condicionar a nossa busca da forma “perfeita”. O afastamento em direção às “nuvens” o “levantar os pés da terra” faz-nos querer um desejo que só por si é alienado dos desejos involuntários dos outros seres naturais. Este desejo nasce com a linguagem, com a representação de nós mesmos, permitindo a nossa própria explicação, o que nos causou, o que nos originou, o falso sentido.
O apreciar a forma está condicionado mais que nunca, os preconceitos formais são os sociais, são os sexuais, são aqueles que surgem no pós-reconhecimento em frente ao espelho, pós-surgimento do ego e da auto-consciência.
Quantos teóricos são negativistas por natureza ao inspirarem uma forma de pensar falsa, em que criticam a própria cultura e o afastamento?

Até que ponto o “super-homem” vitorioso e glorioso de Nietzsche não é o mais natural e a verdadeira ordem? O mais próximo do ético ou correto nunca auferiu na sociedade. O sentido do sentimento de piedade pode também fechar o círculo da percepção das formas, de tudo o que pode ser filmado, fotografado, ou até mesmo pintado. A veneração da forma na pintura é de um valor sagrado em que a piedade anti-Nietzsche nunca poderá interferir com a espontaneidade da forma. Mas esta espontaneidade entra em colisão quando encontra o sentido do que pode ser chamado de individual. O sentido antropomórfico da pintura, do cinema, da fotografia e da arte enquanto alienação pelo próprio ego, é e sempre será uma condicionante maior no pensamento. Detenho-me algumas horas numa reflexão do caminho independente da forma, horas diárias, uma confusão de instintos.