quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

O que é a arte?

 Todos os dias me movimento e trabalho num universo a que supostamente chamamos de “arte”, sem nunca me interrogar verdadeiramente sobre o seu significado. Qual a sua verdadeira utilidade e porque razão sentimos necessidade de a criar? Fazemos parte da arte ou é a arte que faz parte de nós?


 A definição de arte varia com o tempo e de acordo com as várias culturas humanas e por esta mesma razão a própria definição de arte é uma construção cultural variável e sem significado constante. Nós criamos um distanciamento entre a nossa origem e cultura – poderá ser aqui que entra a arte e o seu papel?


 Ao longo dos anos vários autores tentaram definir arte, o conceito adquiriu assim uma história: " O nosso século chegou à conclusão de que conseguirmos uma definição abrangente do que é arte é não apenas algo dificílimo, como impossível" - Wladyslaw Tatarkiewicz ; “Se foi criado com o fim expresso de ser considerado como tal e foi colocado num contexto em que é visto como tal" - Robert Hughes; "Hoje em dia a ideia de definirmos arte é tão remota que não acredito que alguém teria coragem de o fazer" - Robert Rosenblum.



 Ao explorar a verdadeira razão pela qual criamos arte e qual a sua relação com a cultura e com a vida depois da morte (arte como veiculo para a imortalidade) podemos atingir possivelmente uma definição para este conceito. Como se a certeza da morte nos impulsionasse a criar pois deixa-nos intemporais, uma vez mortos as nossa obras comunicarão por nós dai em diante. A obra ultrapassa o criador e vive mais que ele, torna-se imortal e por vezes intemporal. 

Penso várias vezes neste conceito e nunca encontro respostas totalmente assertivas, mas pretendo com este texto, pelo menos, colocar as minhas questões e fazer com que mais pensei e explorem este assunto que ainda tem tanto por explorar!