quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Mass Media e arte.

Falamos sobre a cultura de massa como uma difusão de bens culturais em larga escala, superlotadas e homogeneizadas com uma simplificação do conteúdo para o receptor, de modo que adquire uma mensagem superficial que elimina a natureza crítica do indivíduo. Ao mesmo tempo, os meios de comunicação se establecen com referentes para uma grande massa,  que começa a ser o protagonista da vida pública. No entanto, tanto a informação, como a mentalidade induzida pelos media atende aos critérios da classe dominante. Este é exatamente o que acontece em massas de arte. Ele usa uma iconografia popular e design direto, simples, que agrada ao público em geral, sem nunca ser este o consumidor, porque, apesar de aparentemente dirigida para as massas, apenas como um objeto de adoração, e não como um produto, que é limitada a um núcleo de elite. Oferece ao público o que eles querem, de fato, sugere ao público o que tem de ser um objeto de desejo, é uma cultura imposta e aceita. Assim, encontramos um grupos conformistas, geridos pela iconografia de uma era, defesa de puro consumismo como uma forma de controle social.

Umberto Eco diz-nos que para a aristocracia, a idéia de compartilhar a cultura de modo que possa alcançar e pode ser apreciado por todos é uma contradição, portanto, não podemos estar a falar de cultura, mas "anti-cultura". Em vez disso, alimentando o fenômeno, argumentam que é uma porta de entrada para a cultura de forma normalizada e que a cultura é estendido a setores marginalizados. Então vamos falar neste momento em ambos os lados, um lado os "apocalípticos", que não confia em cultura compartilhada, mas de uma forma elitista de entendê-lo “la mera idea de una cultura compartida por todos, producida de modo que se adapte a todos, y elaborada a medida de todos, es un contrasentido monstruoso. La cultura de masas es la anticultura.”; em sua oposição, os "integrados", eles confiam demasiado em a cultura de massa confiando na multiplicação de produtos culturais, sem dúvida, absorvidos pela homogeneidade fornecida por esta cultura de massa e isentos de uma atitude crítica. Citado por Eco, isso seria uma "crítica popular de la cultura popular", em parte o arte de massa brinca com as massas levando-o até os ídolos e colocá-los muito próximos, para não mencionar que são inatingíveis. Eu acho que a arte de massa, vantagem de uma estética, um modelo de uma era e referências enraizada na sociedade e popularizada pelos media a ser idealizado como objetos de desejo. Com isso, eu não quero cirticar toda a arte que usa a mídia de massa, mas aquele que usa a estética popular de massas, em seguida, para a produção em centros de elite  e não como um meio para criticar os grandes segmentos da sociedade.

ECO, Umberto. Apocalípticos e Integrados. Tusquets Editores, 1995,
ISBN 978847223869


Andy Warhol "Marilyn Monroe" 1964, Serigrafía sobre lienzo.