quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

" Câmara de Ilusões "

O pesquisador Joseph Atwill afirma que a história de Cristo foi inventada pelo Império Romano para conter os ânimos dos povos sob seu domínio.


Numa época marcada pela hegemonia das indústrias capitalistas, utopia criada, fetichização, alienação e separação do ser humano, marcado pelo consumismo, surge uma pesquisa que no mínimo nos faz pensar. De acordo com o The Independent, o historiador alega que o cristianismo não começou como uma religião, mas foi criado como um sofisticado sistema de propaganda desenvolvido pelo Império Romano e o Novo Testamento teria sido redigido pela aristocracia romana no século I, que teria "fabricado" o personagem de Cristo, baseado numa história real.


O pesquisador teria feito a sua descoberta enquanto comparava o Novo Testamento com o livro "A Guerra dos Judeus", de Flávio Josefo, o único relato histórico em primeira pessoa que ainda resta sobre a vida na Judeia do século I. Conforme explicou, a história de Jesus foi construída com base na biografia de um imperador romano, mais especificamente na vida de Tito Flávio.

Atwill afirma ter identificado diversos paralelos entre os dois textos, e aponta como principal evidência a semelhança entre a sequência de eventos e locais percorridos por Jesus e a sequência descrita por Josefo em seu livro sobre a campanha militar do imperador romano.


O historiador conta que na Palestina do século I existiam diversas facções judaicas que aguardavam a chegada de um "messias guerreiro", o que representava um grande risco de insurreição e evidentemente era encarado como um grande problema pelo Império Romano. 

Depois de tentar resolver a questão de outras formas os romanos teriam partido para a guerra psicológica, diminuindo a disseminação das actividades missionárias exercidas pelos judeus com a criação de um novo sistema.




Assim, o Império teria criado a ideia de um "messias pacífico" com o objectivo de guiar o comportamento da população e em vez de motivar a guerra, "oferecia a outra face", além de incentivar os judeus a pagarem seus impostos a Roma, "dando a César o que é de César".

Atwill alerta que, embora a religião sirva para confortar os seguidores de todo o mundo, ela também é um grande mecanismo repressor, uma forma de controlo mental que, ao longo da História, nos levou à obediência e servidão, assim como à pobreza e à guerra. 


Esta teoria mesmo ligada a um acontecimento especifico consegue resumir a nossa existência, o meio em que vivemos, rodeados de mentiras e invenções, guerras psicológicas, domínio dos povos através de propaganda e personagens que "fingem" estar de acordo com a nossa vontade de mudança, paz e independência para simplesmente nos distrair ou dominar mais um bocado.



E embora a hipótese de Atwill não deixe de ser mais uma teoria da conspiração contra a Bíblia, como muitas que existem, é difícil não pensar nesta hipótese dada a influência do cristianismo e da igreja Católica na nossa história e da ignorância e comodismo sustentada pelos povos ao longo do tempo, reflectida nestas datas.

Fonte: http://www.independent.co.uk/news/uk/home-news/story-of-jesus-christ-was-fabricated-to-pacify-the-poor-claims-controversial-biblical-scholar-8870879.html