Mais exactamente em 1962, o grande representante da Pop Art americana pintou as icónicas serigrafias, que de certa forma elevaram ao estatuto de arte a embalagem da Coca Cola, marca completamente globalizada, não sendo consumida só na América mas propagando-se ao mundo. A Coca-Cola torna-se um dos melhores exemplos de consumismo a uma escala mundial. Tal como Andy Warhol referiu em alguma intervenção:
"What’s great about this country is that America started the tradition where the richest consumers buy essentially the same things as the poorest. You can be watching TV and see Coca-Cola, and you know that the President drinks Coca-Cola, Liz Taylor drinks Coca-Cola, and just think, you can drink Coca-Cola, too."Agora voltando mais atrás no tempo, em pleno século XIX, o filósofo Karl Marx reflecte sobre o feitiço da mercadoria, sobre o seu fetiche e segredo.
Este atribuiu à mercadoria um valor de uso, de necessidade ou desejo de satisfação humana.
Já em pleno século XXI, eu, não posso evitar perguntar-me se somos nós que consumimos, ou se não passamos de meros consumidos pelas matérias...