Estamos actualmente no ano de 2014, quantos de nós têm como primeira reacção logo pela manhã ao acordar ligar o computador ou ver quem nos contactou no telemóvel, mesmo antes sequer de irmos comer ou vestir-nos.
Chega a ser impensável para alguns de nós inclusive, estarmos sem o nosso precioso telemóvel ou sem o o tão útil computador portátil.
A aquisição deste tipo de aparelhos é até dada como garantida pela sociedade que nos rodeia, qualquer pessoa assumirá que tens um até o contrário ser provado.
O próprio facto de termos que utilizar computadores para trabalhos da faculdade é uma excelente prova disto, convido-vos a terem o vosso computador avariar na última semana do semestre ( falo por experiência própria, não é agradável ).
O conforto que estes objectos nos trazem para a nossa vida diária e a velocidade com que eventos podem ser planeados, trabalhos realizados, um livro escrito, e até pagamentos de contas efectuados tornam já quase impensável viver sem estes.
Dir-se-ia que o mundo exige até de nós, que possuamos estas coisas.
Sem elas somos deixados para trás, o mundo move-se a uma velocidade frenética que seria ímpossivel de atingir sem recorrermos a estas ferramentas e não mostra sinais de abrandar brevemente.
Todas estas razões tornam-nos extremamente dependentes destes objectos, eles quase possuem-nos em vez do contrário ser verdade para não mencionar o quão delicadas as nossas vidas são, tão dependentes de uma máquina que poderá avariar a qualquer momento sem sinais prévios.
Eu sou uma crente firme no progresso através da tecnologia e vejo-a como algo extremamente positivo e a ser celebrado, mas no entanto não consigo evitar por vezes preocupar-me se não estamos a dar uma dentada maior do que a boca cada vez que o nosso estilo de vida ganha velocidade em resposta a uma nova descoberta ou invenção. Existe a possibilidade de estarmos a bordo de uma montanha russa sem travões.