segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Do Capitalismo ao Consumo

O começo da revolução industrial impulsionou a criação de um sistema político-económico – O Capitalismo, vinculado ao comércio e ao consumo que por sua vez, produz o maior objetivo deste método, o lucro. A geração de riquezas é uma das capacidades do sistema capitalista, ainda que de forma desigual, pois apenas uma pequena porção restrita da população mundial tem a satisfação de usufruir dessas vantagens e regalias. Apesar das várias contribuições que á primeira vista podem parecer positivas, o capitalismo produziu diversos aspetos negativos na sociedade, através do crescimento exagerado das novas formas de conforto.
O sistema capitalista está ligado à produção em massa e ao consumo na mesma proporção, produzindo com isso o lucro, mas exigindo cada vez mais obtenção de matéria-prima, retirando da natureza uma elevada quantidade dos seus recursos. A exploração constante tem deixado um resultado de devastação profunda no meio-ambiente e no último século, o mundo passou por profundas evoluções e a natureza sempre foi usada nesse processo, porém sem planeamento, a mesma demonstra agora demonstra saturação e incapacidade de regeneração.
A busca incessante por lucros faz com que exista uma grande exploração do trabalho por parte dos proprietários dos meios de produção, intensificando o aparecimento das desigualdades sociais. Estas situações são reforçadas pela falta de emprego, que por sua vez se deve à oferta em demasia de trabalhadores, que consequentemente recebem salários baixos, e ainda são ameaçados pela modernização da produção que retira um número elevado de postos de trabalho. A exploração da força de trabalho aumenta cada vez mais a disparidade económica existente, pois a concentração de riquezas aumenta apenas nas mãos dos poucos que já as possuem.
                Porém a extinção dos valores humanos, é o ponto máximo do capital, despoletado pelo consumo, que se encontra armado por uma série de estratagemas para que as pessoas aumentem gravemente a necessidade de possessão, muitas vezes sem necessidade, pois são apenas forçadas por uma coletividade de anúncios publicitários que as influenciam, para que de uma forma inconsciente, se incorporem num processo articulado pelo sistema. É precisamente nessa busca de aquisição materialista que se perdem os valores humanos, que são postos de lado e perdidos na ânsia de obtenção de objetos que se tornam mais importantes do que a bondade, acabando por eclipsar relações humanas, como amizade, solidariedade e a própria verdade que acaba por ser ignorada, em prole de materialismos e desnecessidades.