Vivendo numa sociedade regida por leis, o cidadão conforma-se desde tenra idade com o senso comum que lhe é transmitido pelo “mundo” que o rodeia, desde os seus primeiros anos de vida a sociedade vai incutindo ao pequeno e puro ser uma serie de conceitos e falsos valores pelos quais a sociedade diz-se reger; a criança aprende inicialmente o que os graúdos dizem estar certo ou errado e com os primeiros anos de escolaridade vêm as primeiras historias de policias e ladrões onde é referido que roubar é feio e que os ladrões vão presos por fazerem maldades; e por aqui ficamos pois até aos dezoito anos as preocupações do jovem são muitas e a sociedade tem como prioridade formatar e tornar o individuo passivo, mergulhá-lo no sistema, criar nele hábitos de consumo e padronizar a sua actividade mental, orientando-o para o culto de massas. A lei regente e pelo qual o organismo cultural pune os infractores é para o individuo algo totalmente estranho tal como o código penal segundo qual são julgados os réus; como pode então um cidadão ser punido por uma lei que desconhece existir? tranquilamente o individuo pode ser punido por acções sobre as quais desconhece qualquer tipo de ilegalidade, punido por ser ignorante, como pode uma população ser castigada e condenada por leis que a própria sociedade não se preocupa em ensinar ou transmitir? Não será este um fenómeno surreal digno de um Bestseller? Viva á possibilidade de sair impune o cidadão sem antecedência criminal, pois tal como o conhecimento das leis em vigor que unicamente nos são dadas a conhecer pelo senso comum sabemos também por ele que errar é humano. Tal como as DST [(doenças sexualmente transmissíveis) sei que não é esta a sigla por favor não me julguem] são propagadas em parte pela ignorância, “descuidos” pelo mesmo motivo levam réus a ser condenados.
Ignorância é crime!
“Perdoai-lhes porque não sabem o
que fazem…” (LC 23,34)
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