A análise do tema educação pode ser abordado sobre várias perspectivas e com âmbitos diversos.
Abordando de forma mais académica considerando fundamentalmente a educação facultada nas escolas.
Começa na pré primária a abertura à aprendizagem dos símbolos que nos vão acompanhar ao longo de todo o tempo escolar na aprendizagem da leitura e da escrita, de forma a combater o analfabetismo e de tornar a população numa população culta.
Nestas duas vertentes verifica-se que, em termos de missão, só uma delas pode dizer-se que foi conseguida.
A ver, sendo certo que o analfabetismo diminuiu drasticamente após o ensino obrigatório verifica-se, no entanto, não se poder considerar que conseguimos obter uma população culta.
Uma das razões prende-se com o facto de não haver, nas escolas, o estimulo ao livre pensamento, ao desenvolvimento do raciocínio e da criatividade.
O ensino é demasiado formatado e tem apenas o objectivo de treinar os alunos para passar nos exames nacionais (uma prova baseada nos mínimos programados e que os professores, cumprindo o plano, fazem questão de apenas comprovar tudo o que nos foi transmitido).
Mas, não passando disso, não nos estão a avaliar com base no raciocínio sobre o conhecimento adquirido, estão a avaliar apenas a capacidade de decorar.
Sendo o objectivo do ensino obrigatório a obtenção de conhecimentos que permitam uma transição para a faculdade e uma preparação para a vida como adulto responsável, vindo dessa forma a mostrar-se útil no futuro, ao chegar lá verificamos, que de certa forma não passa duma ilusão.
Durante esse tempo, supostamente de preparação para o futuro, somos sobrecarregados com trabalhos de casa e com matérias para estudar para testes, de 5 a 12 disciplinas diferentes e, de certa forma, forçados a ser bons a tudo para podermos transitar de ano, verificando mais tarde que a única capacidade adquirida durante o secundário é a de decorar matéria suficiente para passar nos exames.
Será desejável que as próximas gerações sejam melhores que as anteriores, mais educadas e mais cultas, abandonando-se o paradigma da educação/formação hermética e inflexível.
Para isso é necessário um trabalho de equipa bem estruturado e que começa desde criança a ser feito pelos protagonistas principais, pais, educadores, professores e alunos.