Uma das características da sociedade, a nível praticamente mundial, é o consumismo. Somos bombardeados com publicidade para todo o tipo de coisas, principalmente coisas que não nos fazem falta. Crescemos sempre a querer mais, o que tem tendência para se agravar com o tempo - conseguimos o que queremos, então procuramos ainda mais, porque percebemos que não é aquilo que nos vai fazer felizes, mas sim outra coisa qualquer que vimos no centro comercial. Ao sermos influenciados por anúncios que nos fazem crer que só seremos bonitos como aqueles modelos quando usarmos aquele produto, ou só seremos bem sucedidos quando tivemos aquele carro, ou até mesmo por "publicidades disfarçadas" que estão à nossa volta diariamente, como as redes sociais, programas de televisão, etc, em que a futilidade é o que mais sobressai, acabamos por sentir um vazio interior pois toda esta informação e este mundo de possibilidades à nossa volta não nos faz sentir melhor connosco próprios, cada vez vai acabando mais com a nossa individualidade, auto-estima e essência de cada um de nós.
Somos criados para sermos todos semelhantes, mais fáceis de atingir com estratégias de marketing, somos levados a diminuir os nossos horizontes, pois de outra forma não nos encaixamos na sociedade em que vivemos. Temos todos os mesmos gostos, temos as mesmas roupas, os mesmos hobbies, a mesma vida. Mesmo que nos consideremos diferentes, é complicado atingir aquele estado de espírito de liberdade em que sabemos que somos o que queremos ser e vivemos o que queremos viver na totalidade. Muitas das coisas que queremos já as esquecemos, e outras vamos esquecendo ao longo do tempo. Porque o mundo não tem lugar para isso, para os nossos sonhos, dá muito trabalho controlar uma sociedade cheia de ideias e sonhos, com a mente aberta, que lutam por tudo o que de fundo querem. Em vez disso, é mais simples atacarem-nos com produtos e fazer com que pensemos que a nossa vida fará todo o sentido com eles. É mais fácil trocar os sonhos por coisas que podem ser compradas. Acabamos por nos esquecer do que queremos no fundo, e deixamo-nos consumir pelo consumismo.