segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Produtos com Som

As maiores industrias musicais que lideram as grandes massas seguem sempre o caminho mais seguro — o produto tem que dar lucro. Em qualquer parte do mundo esse mandamento é seguido com mais ou menos rigor. 
Na Coreia do Sul existem diversas editoras como a JYP ou a YG que são donos de um vasto catálogo de ídolos, usam as suas vozes e as suas imagens que são devidamente elaboradas. Rapazes e raparigas de tenra idade, com características  físicas atrativas, são ensinados a cantar e a dançar durante anos para atingirem o sonho de serem cantores, alguns deles mesmo não sabendo cantar acabam por pertencer a algum grupo que será posteriormente vendido como um produto.
 No ocidente acontece a mesma coisa, parece existir uma liberdade maior mas as regras são as mesmas. 
As grandes editoras querem vender o produto e esse produto é um reflexo de uma parte da sociedade e das culturas que o consomem. O produto é modelado de forma a agradar os diferentes públicos. Estes são obviamente diferentes devido às suas origens culturais, logo o produto apesar de ter muitos pontos de ligação  é aparentemente diferente. Estes pontos de ligação são as estratégias usadas para que o produto seja apresentado como algo que é bom e é de estilo actual. Não é apresentado apenas a Música ou o “som do momento”, apresentam um estilo visual e um padrão de comportamentos, entre outras coisas, que vão estar na moda e que serão logo adoptados pelos crentes. 

Tanto no ocidente como no oriente estas estratégias são bem sucedidas, praticamente ninguém consegue fugir a a elas, mesmo que não queiramos, de uma maneira ou de outra vamos sempre ser influenciados.