segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Alienação e feitichismo da mercadoria


            Todo o processo da produção tem um objectivo: a concretização da natureza humana. A Alienação está presente numa relação que bloqueia e gera o constrangimento dessa realização, e instaura-se, dividindo socialmente o trabalho, distinguindo os que dirigem todo o processo envolvente bem como aqueles que o executam.
A capacidade do trabalhador passa a ser arranjar um meio para atingir certos fins. Fica limitado a certas necessidades básicas vivendo com uma ideia que é implantada na sua cabeça, sobre o que será o "normal". Na realidade, este trabalhador, ou esta massa gigantesca de trabalhadores, está condenada a uma atividade que não é livre.
            O trabalho torna-se "estranho" e existem sintomas de que este não é livre, mas sim hostil, alienado. Consequentemente, o produto confronta-se com quem o criou, o trabalhador. Deste modo, ao se apoderar do produto do trabalhador, um outro elemento vai criar as condições necessárias para haver uma efetivação da vida e da propriedade privada.
            A única solução que Marx apresenta para o fenómeno da alienação, é a emancipação do trabalhador perante este processo. Quando isso suceder, toda a humanidade estará livre dela.
Tome-se agora um outro aspecto dentro da alienação – o feiticismo da mercadoria. Isto é, ao ganhar vontade própria, o produto torna-se independente do seu produtor . Por conseguinte, a troca faz-se entre as coisas e não entre as pessoas, pois as coisas são na realidade seres humanos embora estes se deixem passar por meras "coisas". A mercadoria é então produzida pelo seu produtor em torno de necessidades alheias, e por essa razão, tudo se concentra no mercado. Determina, desta forma, a vontade do produtor. No envolver de todo este procedimento, existe uma sobrestimação do processo de troca sobre o processo de produção. 

"O dinheiro é a essência alienada do trabalho e da existência do homem; a essência domina-o e ele adora-a." - Karl Marx