Programas como o “Secret Story” ou “Big Brother” são movidos pela vontade de uma sociedade exibicionista e consumista e são o género de entretenimento que hoje em dia tem lugar de primazia em horário nobre na televisão portuguesa .
Os protagonistas destes programas são pessoas comuns, anônimos cuja missão é interagir com outros desconhecidos e ganhar dois prémios – dinheiro e fama- fáceis de adquirir, sendo apenas necessário uma boa dose de romances, diálogos, brigas, situações banais e conversas do mais baixo nível, como a vida íntima e sexual.
O programa que se apresenta em horário nobre de tão fraca qualidade cultural demonstra claramente que o público sente satisfação de invadir e explorar a vida alheia, juntamente com a necessidade de guardar e cuidar de sua própria privacidade. Uma sociedade que tem o desejo de ser invisível e ter acesso á visibilidade dos outros, uma sensação do ver sem ser visto e neste caso de controlar a vida de quem participa do programa.
Programas como este onde existem apenas concorrentes que não têm que fazer nada para além da própria vida estão no topo das audiências.O conteúdo do programa é apenas o show da vida e não pretende chegar a lugar nenhum, a não ser a ele mesmo.