Com a invenção do correio estatal, a chamada mala postal era
um local em que o correio era passado das mãos de um cavaleiro para outro
cavaleiro iniciando-se assim um sistema postal.
Desde o início dos ctt que o seu logotipo é um carteiro ou
cavaleiro montado num cavalo, uma forma de distribuir carta como em outros
tempos.
A privatização de algo tão essencial que sempre foi do
estado põe em causa o funcionamento das entidades do estado. Gerou
controvérsia, como seria de se esperar, pois como será admissível privatizar
algo que todos nós pagamos para crescer e se tornar maior e melhor?
A carta em papel sendo considerada um meio de comunicação obsoleto,
foi substituída por meios digitais, como o email e SMS. Mas considerando que
Portugal tem uma população tão envelhecida será que a web é a melhor forma de comunicação
para todas as pessoas? Nem todos conseguem usar um computador para fazer o
pagamento de uma conta, nesse caso a facilidade de se pegar essa mesma conta
(recebida pelo correio) e ir até uma payshop ou uma agência bancária é mais
simples para muitos, apesar de mais trabalhoso. Também não podemos nos esquecer
das encomendas e pacotes, que ainda precisam ser entregues pelo correio ou
transportadora.
Esta privatização trata-se de uma pré-extinção do suporte em
papel para comunicação pessoal, que muitos ainda precisam já que não tem
formação para usar a web (restringidos pela idade ou outros fatores).
Numa carta escrita também é algo mais pessoal e íntimo, podemos
sentir, cheirar e ler o que foi escrito, normalmente à mão, isso é algo que
estimula os sentidos e até pode ser uma demonstração de afeto quando recebemos
um postal de um ente querido.
Agora resta saber, deverá ser extinta uma tradição ou
devemos criar uma nova?
