domingo, 24 de novembro de 2013

iDiots


Our happiness is based on things we don’t need and governed by entities we don’t control.

Foi há pouco tempo que vi este vídeo "iDiots" e fiquei impressionada com a genialidade da crítica evidente ao consumismo, em particular aquele influenciado pela marca Apple. O pequeno filme acaba por constituir uma metáfora para a sociedade capitalista em que vivemos construída pelas marcas e respectivo marketing.
A indústria interessa-se pelo homem como cliente, estuda-o como tal através de levantamentos estatísticos e escrutínio dos seus comportamentos com a finalidade de o preverem e de tornar a publicidade o mais eficaz possível. O homem passa assim a ser um objecto de cálculo inserido em estereótipos da sociedade perdendo a sua individualidade. 
Perante este cenário torna-se óbvio que a publicidade seja uma mera aparência de possibilidade de escolha, porque como já anteriormente previsto a publicidade direccionada para o consumidor vai coagi-lo ao seu consumo. Uma forma de publicidade implacável que podemos retirar do vídeo é a incontrolável imitação do próximo (sobretudo quando o próximo é economicamente mais forte) que domina o consumidor.
Através da obsolescência dos telemóveis inicialmente adquiridos pelos robozitos, a mesma marca obriga-os a consumir a nova versão pela necessidade de actualização. 
O filme fica-se por aqui, contudo esta versão melhorada do produto raramente traz algo de novo, as inovações não passam de aperfeiçoamentos, o interesse dos inúmeros consumidores prendem-se inevitavelmente à parte técnica e não aos conteúdos repetidos. Acaba por constituir tudo uma estratégia para o lucro das marcas e para a marcação da sua posição no mercado. O homem torna-se um ser sem vontade que prescinde das suas vivências por um objecto. 
Até quando é que vamos permitir este tipo de manipulação?
Ao menos este adquirir da última tecnologia é sinónimo de felicidade, mesmo que ilusória, aos iDiotas. Valha-nos isso.