Desde a nossa tenra idade começamos a fazer ligações
entre imagens, sensações, conceitos e formamos ideias de bom e de errado através
das experiências adquiridas dentro da sociedade. É natural na raça humana
categorizar as coisas que a rodeia sem se perguntar, porque é que assim e não de
outra forma?
Os rapazes e as raparigas, o género Masculino
e Feminino são os dois géneros concretos e óbvios que existem na sociedade,
podem ter algumas variações de carácter e fisionomia mas são os únicos reconhecíveis
como Homem e Mulher.
Quando um novo ser humano nasce com os dois
sexos no mesmo corpo, é considerado eliminar um dos géneros, os pais da criança
encontram-se numa posição difícil para eles. Quando optam por deixar um dos
sexos, é provável que estejam a fazer uma escolha errada e com isso, prejudicar
uma parte do futuro deste novo ser.
Esta opção é imposta por quem? Se é natural
e se não traz problemas de saúde porque é que muitos dos pais optam por lhe
castrar um dos sexos, que pertencem a este ser humano? É pelo medo de não ser
aceite, é a opção imposta pela sociedade, pela ideia do que é normal, o ideal. Se
não seguir as regras que são ditadas pela sociedade, este ser humano não terá
uma posição normal dentro desta, irá ser rejeitado, tratado como uma coisa
estranha e encarado como um erro.
Mas o que há de errado nela? Ela não tem
nada de errado, nem certo. Depende apenas das ideias e dos ideais formados na
sociedade e nas culturas cada vez mais niveladas.
Em alguns países como a Índia, Paquitão e de Bangladesh,
o género Hijra, que é conhecido há muito tempo por todo, é natural, faz parte
da cultura deles e é socialmente aceite.
Na Austrália foi recentemente legalizado
o terceiro género: X, o género neutro, o grupo de pessoas que opta por ser
parcialmente mulher e homem, que nada tem a ver com as opções sexuais
de cada um deles.
O que numa cultura é aceite, noutra não o será tão bem recebida. A sociedade e a cultura definem o pensamento, os limites do aceitável, o bem e o errado.
O que numa cultura é aceite, noutra não o será tão bem recebida. A sociedade e a cultura definem o pensamento, os limites do aceitável, o bem e o errado.