segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O começo da alienação nacional

Até ao 25 de Abril de 1974, toda a produção industrial era de fabrico nacional, pois o regime salazarista protegia os bens nacionais em detrimento dos produtos importados, oferecendo mão de obra ao povo português, o qual vivia apenas com bens essenciais, sem sentirem necessidade de mais pois também não tinham acesso a mais informação e divulgação. Após este período e com a alteração do regime, começou a entrar em Portugal bens estrangeiros através da publicidade e com a mensagem de facilitar a vida social às famílias.


Começou assim a haver mais investimento estrangeiro em Portugal, possibilitando a deslocação de trabalhadores de outros sectores, como agricultura e artesanato onde conheciam todo o processo de produção, para empresas de produção em série que ofereciam melhores condições de trabalho e maiores salários. Com isto, o trabalhador passou a ter um determinado posto fixo, ou seja numa produção em série o seu conhecimento passou a ser restringido à fabricação de uma determinada peça, não conhecendo o produto final nem compreendendo o processo de realização das restantes peças produzidas.


Todas estas consequências derivam do facto de que o trabalhador se relaciona ao produto do seu trabalho como a um objecto estranho. (Karl Marx)


Nesta situação, Karl Marx reconhece dois tipos de alienação: a alienação da coisa e a auto alienação. O primeiro fala da relação entre o trabalhador e o produto, este que para si é desconhecido. O segundo pronuncia-se sobre a relação entre o trabalho e o trabalhador, que este realiza em sofrimento e com o qual não estabelece qualquer relação de interesse.



O trabalhador torna-se tento mais pobre quanto mais riqueza produz, quanto mais a sua produção aumenta em poder e extensão. (Karl Marx)