Até
ao 25 de Abril de 1974, toda a produção industrial era de fabrico nacional,
pois o regime salazarista protegia os bens nacionais em detrimento dos produtos
importados, oferecendo mão de obra ao povo português, o qual vivia apenas com
bens essenciais, sem sentirem necessidade de mais pois também não tinham acesso
a mais informação e divulgação. Após este período e com a alteração do regime,
começou a entrar em Portugal bens estrangeiros através da publicidade e com a
mensagem de facilitar a vida social às famílias.
Começou
assim a haver mais investimento estrangeiro em Portugal, possibilitando a
deslocação de trabalhadores de outros sectores, como agricultura e artesanato
onde conheciam todo o processo de produção, para empresas de produção em série
que ofereciam melhores condições de trabalho e maiores salários. Com isto, o
trabalhador passou a ter um determinado posto fixo, ou seja numa produção em
série o seu conhecimento passou a ser restringido à fabricação de uma
determinada peça, não conhecendo o produto final nem compreendendo o processo
de realização das restantes peças produzidas.
Todas
estas consequências derivam do facto de que o trabalhador se
relaciona ao produto do seu trabalho como a um objecto estranho. (Karl
Marx)
Nesta
situação, Karl Marx reconhece dois tipos de alienação: a alienação da coisa
e a auto alienação. O primeiro fala da relação entre o trabalhador e o
produto, este que para si é desconhecido. O segundo pronuncia-se sobre a
relação entre o trabalho e o trabalhador, que este realiza em sofrimento e com
o qual não estabelece qualquer relação de interesse.
O trabalhador torna-se tento mais pobre
quanto mais riqueza produz, quanto mais a sua produção aumenta em poder e
extensão. (Karl Marx)