As reacções portuguesas a esta publicidade destacada em horário nobre português, evidenciaram um claro e imediato sentimento de repugna pela marca, criou-se rapidamente uma espécie de irmandade nacional contra a firma, as opiniões, todas do mesmo carácter de fúria, publicadas em jornais, revistas e paginas de Internet preencheram os dias seguintes à publicação.
Subitamente, o ícone Ronaldo condensou todo o sentir de um povo, instintivamente as massas portuguesas criaram um inimigo fictício ao sentir o seu prodígio humilhado por algo que até apreciavam e nesse sentido sentiram-se atraiçoados por essa marca. Este comportamento contra a pepsi demonstra uma atitude alienada do ser humano, a marca/objecto passou a ser o inimigo número um do povo português, este numa atitude inconsciente perante o suposto inimigo desvia a sua atenção do seu verdadeiro problema social que o afecta verdadeiramente na sua maioria,o facto de estar empobrecer cada vez mais deixa de ser da sua principal preocupação, os cortes dos seus direitos e da sua dignidade, conceitos que dizem respeito à sua própria natureza humana são ignorados, direitos que este novo orçamento vem a a retirar. Em vez do povo se revoltar a quem lhe tira a democracia e o empobrece indigna-se contra uma marca que a ele directamente não prejudica absolutamente nada.
Penso que este episódio foi um bom exemplo de uma alienação perigosa do ser humano, infelizmente é possível encontrar muitos outros exemplos que distraem os portugueses do que realmente importa...basta ligar a televisão, escolher o canal e a nossa opinião do que está a acontecer no mundo está concebida.
Talvez por ser mais fácil pensar sobre ou chatear-se por algo que não existe do que é bem real isto acontece.
Deixo aqui um vídeo exemplar da descontrolada indignação relacionado com o exemplo, foi a fonte desta publicação fez-me pensar de quando for o momento de acordar.