quinta-feira, 21 de novembro de 2013

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Cada vez que penso, sei que me separo mais. 
Separo-me do meu mundo, porque sim eu interpreto e represento o exterior tornando-o meu de certa maneira. 
Penso que todos os indivíduos e sujeitos que com me deparo diariamente nos sítios públicos, onde não existe forma de escapar ou esconder a existência do momento, onde o confronto com inúmeros mundos separados fica pela reacção que é óbvia e esperada conforme o código de comportamento e o padrão de expectativa e onde cada ser consciente das suas acções tem  poder de escolha. Questiono assim até onde é que nós sujeitos , vamos continuar separados da unidade colectiva de que devíamos escolher fazer parte? Até que ponto de vazio interior e tristeza social é necessário chegar para que percebamos que não é necessário esta fragmentação que nos empurra para a alienação, para a substituição do questionar pelo o consumo e solidão.Queremos que nos deixem em paz, queremos o silencio da nossa mente. Deixámos vender o nosso poder de determinação, os nossos sonhos e ficámos com medo da acção. Deixámos de ter escolha? 
Eu enquanto sujeito cada vez mais consciente do meu nível de alienação, separação, da minha cultura, sociedade e dos meus medos, tenho a provável ingenuidade de quem não está completamente separado de si mesmo pois questiono desta vez, se a separação não será necessária sendo utilizada no sentido de obter conhecimento e por sua vez aceitar esta informação que a experiência da separação promove. Consciente que depois de uma fragmentação existe o conhecimento, torna-se assim numa unidade experimental no mundo ideológico de cada um. Este processo do mundo das ideias pode criar um pulsar de separar/unir, cada vez em escalas maiores, desta forma criando e crescendo enquanto sujeito consciente do seu geist e do caminho para o absoluto.