sexta-feira, 22 de novembro de 2013

O trabalho alienado do trabalhador

Todos os humanos nascem numa ‘’máquina’’ sócio-económica que gira à volta do dinheiro. Poderíamos criticar severamente este modo de vida e especular acerca de um mundo ideal, no entanto, a realidade é esta, e, se mudar, não será amanhã. Por isso, é necessário aceitá-la e saber lidar com ela o melhor que conseguirmos.
Todos alinhamos neste ‘’jogo’’ ou ‘’máquina’’, pois todos precisamos incondicionalmente de coisas tão essenciais como casa, roupa, comida (mesmo que queiramos produzir a nossa própria comida, precisamos de um terreno, que como tudo, tem de ser comprado e teremos de pagar um imposto por possuí-lo), etc.
Sendo assim, é impossível escapar deste ‘’jogo obrigatório’’, cuja chave do sucesso, é trabalhar.
Mas agora pergunta-se: o que é trabalho? Será apenas algo aborrecido e desgastante, que se faz durante a semana para ganhar dinheiro e para se falar mal do patrão pelas costas? Uma atividade mecânica e rotineira? Completamente à parte de quem a executa? Para muitos tem sido sempre assim. Trabalho trata-se muitas vezes de gastar tempo de vida útil em tarefas que em nada satisfazem o trabalhador e em nada compensam esse tempo gasto pelo mesmo, pelo contrário, como afirma Karl Marx, leva à des-reslização do trabalhador.
Em vez de eu dizer ‘’ando à procura de trabalho’’, talvez fosse melhor já ter começado a fazer, de facto, o ‘’meu trabalho’’, já que estar constantemente à espera que uma entidade (o Estado ou outra) me arranje algo para eu fazer é muito limitativo, apesar de ser também uma opção válida.

Trabalho é importantíssimo, não se deve tratar então de ter necessariamente um grande percurso escolar e ir à procura de ‘’uma tarefa qualquer’’ perfeitamente executada por outra pessoa qualquer (por vezes, até por um robot), trabalho é, na verdade, uma questão de fazer algo em que se é realmente bom e se gosta, trata-se de dar mais e melhor ao outro, porque ao dar mais, o trabalhador receberá e tornar-se-á mais, como humano.