domingo, 24 de novembro de 2013

Consumo na Procura de Felicidade

Actualmente, vivemos numa sociedade caracterizada pelo consumismo, que, supostamente, nos aproximaria da desejada felicidade mas que na verdade só nos traz comodidade, alienação e até frustração, afastando-nos ironicamente do que procuramos.
Principalmente isto se deve aos media, e, em consequência, aos hábitos daqueles que nos rodeiam. O ser humano tem vivenciado um mundo em que os meios de comunicação têm divulgado e implantado nas suas mentes a ideia da felicidade comprada. Isto é feito com inúmeras artimanhas, das quais posso citar a utilização da sexualidade, da imagem de alguém famoso utilizando certo produto ou a exibição de uma pessoa poderosa obtendo um item que lhe traz mais “felicidade”. Da dificuldade de preencher o seu vazio interior os homens deixam-se assim manipular e procuram preencher o que é espiritual com bens superficiais. Mesmo os indivíduos que inicialmente resistem diretamente a este ataque dos media acabam, na sua maioria, a serem levados a adquirir um comportamento consumista pelo convívio com os demais, pois estes fazem, até sem se aperceberem, constante pressão psicológica para que os dissidentes percam o seu comportamento individual e adquiram o comportamento da massa – exemplo disto é a descriminação daqueles que se vestem de uma forma fora dos parâmetros da maioria ou o impulso que um jovem sente de comprar a consola de última geração para poder acompanhar os amigos.

Infelizmente a omnipotência e a omnipresença dos media uniformiza os homens, determinando o que se come, onde se vive, como nos devemos divertir, o que devemos trajar, o que se ler e em que se acreditar. As pessoas não procuram, pelo menos fulcralmente, o seu bem-estar no convívio real com os outros, na procura de conhecimento, no contacto com a natureza ou na sua própria elevação como ser humano, em vez disso, pensam que vão encontrar a felicidade numa consola, comprando roupa da moda ou ridiculamente num carro que atinge os 300 km/h quando vivemos num país em que a velocidade máxima permitida são os 120 km/h.
Nunca nos sentiremos preenchidos, a insatisfação faz parte da natureza do homem, mas poderíamos satisfazer-nos um pouco mais se começássemos a pensar por nos próprios e se nos focássemos em bens espirituais e não na procura da felicidade em bens materiais.