Vivemos numa sociedade que se alimenta á base de criticas e dramas. Todos acham que sabem como os outros deviam ser, o que deviam fazer. Criticam o modo de viver e de ser dos outros e no fim acabam por se revoltar por estarem a ser criticados.
Dizem que o mundo é um lugar injusto, que cada um deve viver como quer, desde que na liberdade de ser ele próprio continue respeitando o outro, no entanto, ninguém está realmente disposto a mudar para que essa sociedade sonhada por tantos se torne a sociedade onde vivemos.
“Everybody wants to change the world, but nobody wants to change.”
E isto porque até as crianças são vitimas destas criticas, os “não faças isso que é feio”, os “as raparigas não gostam se fizeres isso”, “as meninas bonitas não fazem isso”, estes tipos de frases ficam presas na mente duma criança e tornam-se regras para sobreviver neste tipo de sociedade. Acabam por crescer a pensar que o que lhes foi ensinado é o correcto e a única forma de ver as coisas.
Ao verem os adultos criticarem e sendo vitimas de algumas dessas criticas, as crianças tomam-nas como acções correctas, algo “bom” de se fazer, então começam também a criticar e julgar os que os rodeiam.
Um pouco como Marx e Engels mostram em “Ideologia alemã”, tudo isto gira á volta duma ideia do que o ser humano deve ser e como se deve comportar, levando a que, quando uma pessoa sai um pouco fora do normal ou faz algo inesperado seja criticado, porque não corresponde ás expectativas da sociedade.
Não queremos que a sociedade nos manipule e nos deixe desconfortável, queremos viver numa sociedade respeitadora e que viva em comunidade, mas esquecemo-nos que nós somos a sociedade, se não começarmos a mudar, a sociedade também não mudará.