quinta-feira, 28 de novembro de 2013

NEVER LET ME GO

28 Anos de vida. O que se faz em 28 anos?
100 Anos de vida. O que se faz com 100 anos?

1952, uma outra dimensão em que a medicina passa a curar o incurável.
1967, expectativa de vida ultrapassa os 100 anos.

Hailsham, um colégio interno onde ninguém tem pais. Onde as crianças não podem sonhar em ser astronautas ou bailarinas. Crianças que não vão passar de crianças. Nunca chegaram à meia-idade. Um sítio em que tens de preservar a tua saúde. A partir dos 18 anos, sem qualquer experiência de vida, passam a habitar em casas com outros dadores. Quando lhes for pedido, irão doar os órgãos obrigatoriamente sem questionarem nada nem ninguém.
São clones modelados através de prostitutas, criminosos, psicopatas. Aquelas pessoas que são julgadas através de um certo juízo, errado ou não. Não é sobre esse tema que me vou debater.
Mas sim da clonagem.

«O trabalhador põe a sua vida no objecto; porém agora ela já não lhe pertence, mas ao objecto.»

Neste estranho processo de clonagem a vida do trabalhador passa para o objecto, para o novo corpo. O que quero com isto dizer? O “original” passa a ser a cópia quando a cópia passa a ser o “original”. A alma agora impressa no novo corpo tem uma nova vida.
Quando um clone morre, após a 3ª doação, o “original” vai com ele. Está nele impresso a sua vida.
A meu ver este processo de clonagem, passa a ser uma reinvenção de um ser. Ou seja, cada alma é diferente. E neste caso existem dois corpos parecidos mas com almas diferentes. E o que perdura é a alma do clone.
Trabalho baseado num filme “Never Let Me Go”.